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O RANCHO DO VINHOCOSTELARIA

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Rancho do Vinho na Mídia

 
Rancho do Vinho
Boa Carne, Bons Vinhos e Boa Conversa

 
    Uma casinha simples, igual a tantas outras localizadas ao longo da mesma estrada – a Rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo a Curitiba – que foi sendo aos poucos ampliada e acabou se transformando num aconchegante endereço para quem gosta de boa carne, bons vinhos e boa conversa.

 

 

    Tudo começou há mais ou menos 8 anos, quando o gaúcho Celso Luiz Frison chegarou por aqui e abriu um pequeno comércio de produtos típicos do sul – alimentos, conservas, bebidas, cachaças, embutidos, utensílios, roupas, calçados e, principalmente, vinhos – ali no quilômetro 293,5 da BR-116. E quando eu disse “um pequeno comércio”, quis dizer exatamente isso: uma casinha simples e modesta, onde vendiam as mercadorias expostas na varanda. Tempos bicudos. Como todo começo de negócio. Até que as coisas entrassem nos eixos, foi preciso caminhar devagar, colocar um pé depois do outro com cuidado para não quebrar a cara.

 

Celso Luiz Frison


   

Quando se tornaram ponto de referência pela qualidade dos produtos que ofereciam e, claro, pelo sorriso sempre aberto e sincero do Celso, começaram a servir lanches e pequenas porções, ainda na varanda da casinha. 
    E foram crescendo, reinvestindo e acreditando. Passaram dos lanches às refeições e da varanda ao novo salão.


Rancho do Vinho: Marca Registrada
   

    Hoje, quem passa pela BR, a qualquer hora do dia ou da noite, não tem como não ver a nova construção inaugurada ao lado da velha casinha, abrigando um convidativo salão de refeições todo forrado em madeira, com motivos regionais e culinários enfeitando as paredes, que acomoda 70 pessoas com bastante conforto e espaço. 
    Na entrada, fica a churrasqueira onde as receitas do chef Sílvio ficam no ponto para chegar à sua mesa.

 
   

    

Ao lado, na casa antiga, a variedade de produtos típicos – de embutidos a enlatados – ficou tão grande que ganhou todos os espaços. A “venda” invadiu a casa, que agora é uma imensa vitrine onde você encontra tudo o que procurar. Eles ampliaram o leque de representados por aqui e podem abastecer a sua despensa com mercadorias que só seriam encontradas em suas cidades de origem (ou alguém acha com facilidade por aqui uma tal Morcilla branca?).

 

 
    E agora, transforma-
ram a marca - Rancho do Vinho em grife, com sua própria linha de produtos, principalmente uma variedade incrível de cachaças curtidas com as mais variadas ervas e sementes.


Comendo e Bebendo
   

No cardápio você vai encontrar sugestões tão apetitosas e sugestivas, que, com certeza, vai pedir ajuda ao “Chef” Sílvio para decidir o que comer. Só de carnes são cerca de 20 receitas – desde um Bife Ancho (Noix) divino (veja receita no fim da matéria), até uma Costela à Moda da Casa (que pode ser servida de 3 formas diferentes: executivo, na tábua, ou fatiada) inesquecível (em qualquer uma das 3 versões).

 

Para beber, a cachaça você mesmo escolhe entre tantas que existem por lá; mas na hora do vinho a melhor pedida é o conselho do “Sommelier” Celso, porque a adega é grande e diversificada. Abastecida por cerca de 15 casas vinícolas – todas do sul – oferece desde a linha completa dos nacionais Don Laurindo, Dal Pizzol, Marson, Courmayeur, Miolo, Cave de Amadeu e outros, até exclusividades importadas como um Brunello di Montalcino, safra 93.

 

 

Periodicamente são realizadas lá concorridas sessões de degustação de vinhos orientadas pelo sommelier José Figueiredo, e frequentadas por um selecionado grupo de clientes, amigos e convidados. Na última delas, realizada no dia 21 de setembro, o enólogo de origem chilena Carlos Abarzua, representante da Cave de Amadeu, de Bento Gonçalves, mostrou aos presentes a cerimonia da “sabrage”, ou seja, a abertura da garrafa de champagne com um golpe de sabre. 

 

Diz a lenda que esse costume é uma herança dos soldados de Napoleão, que na época das grandes batalhas invadiam e saqueavam vilas e carregavam tudo o que podiam – principalmente vinhos e champagnes – das adegas. De volta aos seus acampamentos, comemoravam as vitórias degolando as garrafas de champagne com suas próprias armas de guerra. É uma cerimônia difícil de ser realizada e exige concentração e muita perícia. A rolha, que foi colocada sob forte pressão, é arrancada junto com o anel de vidro da boca da garrafa. Como se expande ao ser liberada da pressão que a mantinha tensa, evita que pedacinhos do vidro caiam dentro da garrafa. Por isso o golpe tem de ser extremamente preciso e consistente.

  

 Por todo esse programa gastronômico, já vale a pena conhecer o Rancho do Vinho. Agora, se a gente for considerar a simpatia, o bom humor e o alto astral imperturbáveis do dono da casa,o Celso comandando uma brigada de garçons atentos e atenciosos, o programa assume ares de uma visita de compadres.


  
Curiosidades

 
• Você sabe o que são proteínas? Então anote aí: a proteína é a matéria-prima dos tecidos em geral. Sem ela, você não teria músculos e seu organismo não conseguiria reconstituir a pele depois de um corte.
• Elas são encontradas em duas fontes na natureza: origem vegetal ou animal. O primeiro grupo é formado pelos grãos em geral, feijões, cereais, castanha e pães.
• As proteínas de origem animal se encontram principalmente na carne vermelha, peixes, aves, ovos e todos os laticínios. Mantenha-se sempre em forma, não descuidando do que você come.
 

 
• Agora, você quer mesmo emagrecer aqueles quilinhos, não quer? Então veja como jogar fora algumas calorias todos os dias. Comece pelo café da manhã e substitua algumas coisas habituais.
• Por exemplo: 1 pão francês com manteiga (161 calorias) X 2 fatias de pão integral com geléia (89 calorias); 1 copo de suco de laranja (140 calorias) X 1 xícara de chá de café com leite (88 calorias).
• E ½ mamão papaya (56 calorias) X 1 fatia de melão (24 calorias). Se fizer as contas na ponta do lápis, verá que só aí 148 calorias foram para o espaço e não pra sua cintura.
 

 

 

 
Presentes Personalizados
  

    Todo tipo de produto culinário artesanal que você imaginar, pode ser produzido em embalagens personalizadas da sua empresa. Sempre um presente inesquecível. Cachaças, vinagres, vinhos, licores, temperos, pimentas, sucos, azeites, todo tipo, enfim, de misturas e preparados, produzidos, embalados e etiquetados com o cuidado de quem produz de forma artesanal. Com uma produção que chega à casa de 70 variedades de pingas especiais preparadas com ervas, essa é uma outra especialidade do Rancho do Vinho.

 


Picanha de Carneiro
  

Ingredientes 
 
 - 4 picanhas de cordeiro ( aproximadamente 600g); 
 - 1 ramo de alecrim; 
 - 50g de sal grosso; 
 - 1 copo de vinho branco seco. 

 
Modo de Preparo 
 
Limpe as picanhas tirando toso o excesso de gordura. Em seguida mergulhe no vinho branco deixe marinar por 10 minutos, retire escorra e tempere com sal grosso e alecrim. coloque sobre a grelha à aproximadamente 40cm, do braseiro. Asse por 10 minutos de cada lado e Bom Apetite! 
Obs: Não esqueça de abrir um bom tinto. 
 
- Receita fornecida pelo Restaurante Rancho do Vinho

 

 

 

  



 

 

 

 

Saudades da Norteña
  

“Norteña” era a marca de uma cerveja importada do Uruguai, famosa por aqui por causa do seu gosto encorpado característico, marca registrada de sua tradição iniciada em 1866. A fábrica teve problemas, foi vendida e hoje temos a Norteña de volta apenas com o nome de Cerveza Pilsen Especial, distribuída pela mesma importadora. As características continuam as mesmas, incluindo a garrafa grande, de um litro. O sabor não perdeu aquele corpo e aroma de cerveja forte. Pode ser encontrada em casas importadoras ou em restaurantes especializados em artigos do sul, como o Rancho do Vinho – tel. (11) 4147-1557.

 

Carne a Las Brasas

Prato típico nacional na Argentina e Uruguai, a “parrillada” é um jeito diferente 
de fazer churrasco. Ao invés de privilegiar as chamadas “carnes nobres”, 
aproveita com muita criatividade e sem nenhum preconceito várias alternativas de 
sabor e textura do mesmo boi. Veja como é
.
 

A sugestão desta matéria veio do leitor Carlos Sá, de Juiz de Fora-MG. Segundo suas próprias palavras: - Sou filho de uruguaia e gaúcho de Bagé, e já tive várias oportunidades de comer a parrillada“. Mas, como estou afastado a 18 anos do Rio Grande do Sul, perdi um pouco o contato com a técnica de como prepará-la. Gostaria então de sugerir uma entrevista com um ”parrillero“ uruguaio ou argentino, seus métodos de temperar ”carne a las brasas“, com salmoura, etc.”. 
 

Sugestão aceita, fomos entrevistar o simpático e experiente Hugo Ibarzábal, argentino residente no Brasil desde 1979, proprietário e responsável pela cozinha durante mais de 20 anos do restaurante Martin Fierro, a primeira e mais tradicional casa especializada em comida argentina de São Paulo, localizada na Vila Madalena. Hoje, ele é consultor na área gastronômica e se dedica a desenvolver projetos de instalação de novas casas.

 

   

Origem e Receitas
 

Segundo Hugo, “-Parrilla ou “parrilha”, como também se pode chamar de uma forma aportuguesada, é a grelha de ferros paralelos mais usada na Argentina e no Uruguai, os países banhados pelo Rio da Prata, onde a parrillada é o prato típico nacional. É um churrasco feito “a las brasas”, integrado por diferentes miúdos de boi e tipos de lingüiças e embutidos. Uma parrillada normal leva de embutidos: o “chorizo” (lingüiça mista de carne de porco e boi) e “morcilla” (embutido feito à base de sangue de porco cozido e temperado, conhecido entre nós como morcela ou chouriço, e que os franceses chamam de “boudan noir”); e os miúdos: “mollejas” (a glândula “timo” localizada no pescoço dos animais, iguaria muito apreciada também na França – onde é conhecida como “Riz de Veau” – e na Itália – chamada de “Aminella”), as tripas do intestino fino, que os rio-platenses chamam de “chinchulines”, os rins, etc.

      
Na parrillada completa, alguns restaurantes colocam também na grelha pedaços não muito grandes de carne bovina e de porco (costelinhas) e servem a receita num braseiro que vai diretamente à mesa do cliente. Eu, pessoalmente, acho perigoso esse método, porque as carnes correm o risco de passar do ponto, a não ser que estejam sendo preparadas por um parrillero muito experiente. Como é o caso, por exemplo, do Wladimir, da churrascaria típica uruguaia “El Tranvia” (O Bonde), localizada na Vila Madalena, em São Paulo, que, por ser um profundo conhecedor do assunto, coloca as carnes no braseiro ainda um pouco mal-passadas para que elas não fiquem além do ponto durante o ritmo normal da refeição.”

 

Sabor Exótico
   

    E ele completa: “-É, na minha opinião, uma pedida muito boa, pois você tem a oportunidade de experimentar tudo o que o churrasqueiro tem na grelha, o sabor geral da “parrillada”. No Brasil, não é comum o uso de miúdos de boi e é difícil encontrá-los para comprar nos açougues. Porém, os grandes frigoríficos os exportam com muito sucesso para a França, Itália e outros países do centro da Europa. Uma outra receita adaptada surgiu na época em que o mercado cambial estava favorável à Argentina e o fluxo de turistas brasileiros para lá era grande. 


    Os restaurantes argentinos e uruguaios preparavam uma parrillada só de carnes de boi, porco, frango e lingüiças para atender a esses clientes que gostam de churrasco servido no braseiro na mesa, mas não estão acostumados com os sabores exóticos dos miúdos assados na brasa. Quanto ao “tempero com salmoura” também é uma forma rio-platense de usar o sal grosso. Ao invés de ser usado diretamente na carne, ele é dissolvido em água, na proporção de uma colher de sopa para um copo de água, e essa “salmoura” é pincelada sobre a carne na hora de ir para a grelha. 
    Agora, abram um bom vinho tinto e brindem conosco: saúde e bom apetite!”

 

Concluindo
    

   

O papo descontraído aconteceu num sábado de manhã, no Restaurante Rancho do Vinho, localizado na Rodovia Régis Bittencourt, km 293,5, em Itapecerica da Serra e contou ainda com a presença do Silvio de Godói, um dos proprietários e responsável pelo cardápio da casa. Claro que depois de tudo bem explicado pelo Hugo, a parrillada que ele preparou como exemplo foi devidamente experimentada em todos os seus detalhes. “Mollejas”, a tal glândula timo, localizada no pescoço dos animais, que é fatiada e temperada antes de ser grelhada, é uma das novidades para o nosso paladar que pode ser experimentada sem sustos. Pode não causar uma boa impressão à primeira vista, mas tem sabor suave e algo parecido com o de fígado de boi. Já os tais “chinchulines” têm sabor forte e sua textura lembra a de anéis de lula fritos. 
   

Quanto aos embutidos, apenas a morcilla não é tão conhecida entre nós. As lingüiças (“chorizos”) são iguais em textura e sabor às que conhecemos. “Parrillada”: sem preconceitos é possível “experimentar tudo o que o churrasqueiro tem na grelha” e conhecer sabores até então nunca imaginados. 
   

Vale a pena. 

 

 

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