CADASTRO

Receba nossos informativos e concorra a brindes por e-mail. clique aqui.

 

O RANCHO DO VINHOCOSTELARIA

EMPÓRIO GOURMET

EVENTOS

FALE CONOSCO

Rancho do Vinho na Mídia

 

 

 

Sexta-feira, 25 de Agosto de 2006

CHAMADA DE CAPA.

PLANO PESSOAL.

Divulgação
Prato do Rancho do Vinho.

Costela de Ripa, de dar água na boca.

Uma costela de ripa bem feita exige um trabalho intenso,
mas o resultado final sempre compensa, quando tomamos os
devidos cuidados - tem de ser assada lentamente e no
tempo certo em cada lado. É uma carne saborosíssima,
que os mestres costeleiros ainda conseguem subdividir em
nove diferentes sub-cortes, cada um com um paladar diferente para
alegria Geral dos apreciadores. Quem
sabe bem disso são os brasileiros, uruguaios e argentinos
que o especialista István Wessel chama de "os países do churrasco"
e que, entre todos os povos do mundo,
elegeram o corte como uma de suas carnes prediletas.
Página c-14
 

Rainha-mãe da terra do churrasco


São Paulo, 25 de Agosto de 2006 - Corte conhecido de todos os povos ganhou destaque nas mesas dos países do cone sul. Corte de carne tradicional, conhecido de todos os povos da terra - e certamente presente desde a primeira fogueira - a costela de boi nunca havia encontrado um papel de tanto destaque entre os demais cortes até que brasileiros, uruguaios e argentinos elegessem o churrasco como uma grande mania nacional e fizessem dele uma piece de resistance.
--------------------------------------------------------------------------------
Integra do texto
São Paulo, 25 de Agosto de 2006 - Corte conhecido de todos os povos ganhou destaque nas mesas dos países do cone sul. Corte de carne tradicional, conhecido de todos os povos da terra - e certamente presente desde a primeira fogueira - a costela de boi nunca havia encontrado um papel de tanto destaque entre os demais cortes até que brasileiros, uruguaios e argentinos elegessem o churrasco como uma grande mania nacional e fizessem dele uma piece de resistance. A partir daí ela ganhou papel de destaque, tornou-se presença constante e originou regras e teorias sobre a melhor forma de prepará-la e de servi-la.
István Wessel, um dos maiores especialistas em carne do Brasil, proprietário da Wessel Culinária & Carnes, comenta que o corte, normalmente, é usado em cozidos e assados nos países europeus, onde faz parte de muito pot au feu francês e brasatos italianos, e também é preparada pelos norte-americanos que optam por assá-la no forno ou cortá-la em tiras muito finas chamadas Miami Ribs "mas são os países do churrasco, Brasil, Argentina e Uruguai que de fato a valorizam".
A costela é encontrada em duas versões: minga e ripa. A minga, ou ponta de agulha, sai da parte de baixo da caixa torácica, formada por ossos mais finos e muitas cartilagens é mais entremeada de gorduras e carnes. A ripa é aquela da parte de cima do boi, junto ao dorso. Tem ossos maiores e mais largos e a carne mais seca. As duas devem ir à brasa com o lado do osso virado para baixo. Só depois de bem assadas, devem ser viradas. Mas em cima disso existem muitas variações.
No Costela 30 Horas, filial paulistana do Costela é o Nome, de Sorocaba, interior de São Paulo, onde existe há onze anos, ela é assada durante 30 horas antes de chegar à mesa. O processo de preparo da carne é cuidadoso: as peças vêm de um só fornecedor e pesam em torno de 11 quilos reduzidos a 5 quilos no final do cozimento de 30 horas. A carne inteira é previamente temperada com sal grosso, enrolada em celofane e levada a fornos especiais, ali-mentados exclusivamente com carvão de eucalipto. Nas primeiras 12 horas de forno, a carne é assada em temperaturas mais elevadas, e depois, nas 18 horas seguintes, por fogo mais forte e vigiada o tempo todo pelos "mestres costeleiros". "Ela chega à mesa em nove cortes de diferentes texturas e paladares, todos tirados da mesma costela. Na hora do almoço, a peça inteira é levada ao bufê e um mestre costeleiro vai colocando no prato de cada comensal o seu corte preferido. Os nove cortes recebem nomes como espaguetinho (parte desfiada que lembra o espaguete); barriguinha, (a parte mais macia); rabada (também desfiada, mas mais dura que o espaguetinho); o matambre de dentro e o matambre de fora, tirados da capa da costela; entre-os-ossos, o mignon da costela; o espaguetinho de ripa, que vem à mesa com o osso; e a picanha de costela.
Outro local tradicional em São Paulo é o Costelão, há 13 anos instalado na zona norte e que há quatro meses abriu uma filial na zona oeste, a Villa Heitor. Instalada numa casa confortável, com um amplo salão principal e várias varandas em torno de um abacateiro e de uma mangueira, com direito a uma pequena cascata e um riacho com carpas, e também a um espaço especial para os amantes de charutos. A casa serve uma costela, de um só fornecedor para manter a mesma qualidade, cozida em fogo baixo envolta em celofane por três horas e depois levada a dourar na grelha.
www.ranchodovinho.com.br
Já na Costelaria Rancho do Vinho, em Itapecerica da Serra, próxima da capital paulista, o proprietário, o gaúcho Celso Luiz Frizon serve sua costela preparada com uma receita secreta de família, que ele herdou do "nonno" com acompanhamentos especiais como a polenta "sporca" (mole, com molho) e um especial arroz de carreteiro, além das saladas fresquinhas da horta orgânica que fica nos fundos do terreno.

Em churrascarias elegantes como a Barbacoa, a costela de boi também faz sucesso e merece cuidados especiais. Ela é temperada somente com sal grosso, assada na churrasqueira durante oito horas, numa distância de 30 cm da fonte de calor, que deve manter uma temperatura média de 300ºC. A costela é assada o tempo todo com os ossos virados para a fonte de calor, e virada no final apenas para dourar.
No Pobre Juan, casa paulistana de parrilla, a costela vem com seu nome argentino "Asado de Tira". A curiosidade ali é que ela é servida em dois tamanhos (e preços): a porção hombre com 400 gramas e a porção mujer com 300 gramas.
A churrascaria La Caballeriza, nos Jardins, serve sua Costela de Ripa, para duas pessoas, nos almoços das quartas e sextas, acompanhada de um molho chimichurri especial da casa entre outros acompanhamentos. A churrascaria está há um ano e meio em São Paulo para onde trouxe o conceito que a consagrou na Argentina: carnes de qualidade vindas de bezerros das raças Aberdeen Angus e Hereford, alimentados em pastos naturais da Argentina e que produzem carnes de baixo teor de gordura. A casa tem o pé-direito alto e uma decoração aconchegante, feita pelo arquiteto Martin Bodas tendo como temática o universo de cavalos e pólo. O espaço é preenchido por caballerizas - as famosas cocheiras para cavalos - e o ambiente das "baias" é um dos mais disputados pelos clientes.
No Rio, uma boa opção é a Pampa Barra, a veterana da rede Pampa Grill. Com 25 anos de existência, a Pampa Barra serve o famoso rodízio gaúcho em espetos e assado, em que um dos destaques, sem dúvida, são as costelas de boi assadas na churrasqueira a carvão. Outro ponto de boa costela no Rio é o famoso Porcão, uma das mais conhecidas churrascarias brasileiras. No Porcão, a costela de boi assada é servida inteira num carrinho volante.


(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 14)(Regina Neves)

 

 

VOLTAR

 

 

Voltar ao topo