Emoções: alicerce da Educação

Há abordagens cognitivas, intermediadas pela tecnologia, que podem facilitar o processo de aprendizagem

Começa-se uma construção pelo alicerce. Toda construção precisa de uma base sólida que a sustente. Depois dela é que vêm as paredes e, sobre elas, o acabamento como pintura, azulejos, etc. Tudo sustentado pelo alicerce.

A educação, também, precisa de um alicerce. O alicerce da educação são as emoções. Tão negligenciadas pelos educadores no passado, hoje elas se apresentam como o maior desafio educacional deste século. Elas podem reduzir ou ampliar a racionalidade. O desenvolvimento do raciocínio lógico, matemático, linguístico e da própria memória está profundamente associado ao estado emocional das pessoas e, especialmente, dos alunos nas escolas.

Há abordagens cognitivas, intermediadas pela tecnologia, que podem facilitar o processo de aprendizagem, porém, o estado emocional do aluno e suas habilidades de lidar com as emoções devem vir antes, pois antecipam, preparam, potencializam a utilização de tantos recursos pedagógicos disponibilizados em sala de aula. A educação emocional e social não é um recurso de apoio à aprendizagem, é o alicerce, o fundamento da eficácia educacional. Tudo vem depois dela.

Nenhum recurso pedagógico externo substitui a condição interna de um aluno emocionalmente predisposto e preparado para oferecer plena atenção: condição fundamental na melhoria dos índices de aprendizagem.

Como um processo educativo, regular e permanente, a educação emocional e social busca desenvolver consciência, autonomia e regulação emocional. Trata-se de uma forma de evitar ou diminuir situações desconfortáveis de estresse, ansiedade, consumo de álcool e drogas, depressão e violência.

O imediatismo no enfrentamento da violência e melhoria de aprendizagem tem se revelado inócuo na sociedade. Enfrentar situações complexas com ações simplistas tem desperdiçado valiosos recursos humanos, materiais e financeiros. Ao buscar caminhos, supostamente, curtos, equivoca-se e percebe-se, com o tempo, que eles não atingem os objetivos. Tornam-se longos, muitas vezes, intermináveis. A educação emocional e social para o enfrentamento da violência e melhoria de índices de aprendizagem é a aposta na consistência e segurança nos resultados para curto, médio e longo prazos.

O Brasil está despertando para a compreensão da importância da educação emocional e social nas escolas, principalmente como base da educação integral. A Liga Pela Paz, metodologia para a educação emocional e social, qualificada pelo MEC, é pioneira no Brasil. Já presente em 22 estados brasileiros, com milhares de alunos e professores envolvidos, demonstra o êxito com avaliações de resultados obtidas junto às escolas parceiras.

João Roberto de Araujo é fundador e orientador estratégico da Inteligência Relacional, organização pioneira no Brasil em pesquisa, criação de material pedagógico e formação de educadores para a educação emocional e social. A essência da sua missão, no contexto do desenvolvimento humano, é a redução da violência nas escolas e nas famílias e a melhoria dos índices de aprendizagem.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/emocoes-alicerce-da-educacao/121594/