SUSTENTABILIDADE E INVESTIMENTOS

AO TROCARMOS OS EQUIPAMENTOS POR OUTROS ATUALIZADOS TECNOLOGICAMENTE, DISPENSAMOS OS OBSOLETOS, E FORMAMOS MASSA INCALCULÁVEL DE RESÍDUO SÓLIDO

Neste tempo, dito moderno, é colocada à nossa disposição gama infinita de produtos. São roupas, calçados, relógios, carros, eletrodomésticos, celulares, computadores, tablets etc.

As dificuldades financeiras pelas quais passam o país e nossas empresas são vivenciadas no nosso dia a dia – quanto aos motivos que levaram a isso, cada pessoa tem a sua opinião. Diante delas, os recursos para investimentos na produção de bens são poucos, quando não inexistentes.

Apesar dessa situação financeira, o consumo continua alto. Trocamos equipamentos tecnológicos – como se troca de roupa – estimulados pelo marketing da moda e do culto ao individualismo. Não estar na moda é algo deprimente.

Ao trocarmos os equipamentos por outros atualizados tecnologicamente, dispensamos os obsoletos, e formamos massa incalculável de resíduo sólido, a qual possibilita efetiva reciclagem a custos altíssimos, mas que podem ser compensados pelos resultados financeiros obtidos com o reprocessamento dessa massa.

Para efetivamente isso acontecer, necessitamos de incentivos financeiros e fiscais. Esses podem e devem vir em primeiro lugar dos governos (municipais, estaduais e federal), por meio do investimento em pesquisas em universidades que busquem formas eficientes de reciclagem, alocando verbas em seus orçamentos e nos planos plurianuais. Os resultados positivos das pesquisas acadêmicas levarão empresas do setor de coleta e reciclagem ou mesmo startups a investirem maciçamente em pesquisa, as quais devem ser apoiadas por meio de incentivos fiscais.

Não basta só o investimento em pesquisa, que é imprescindível para o desenvolvimento sustentável, precisamos, ainda, evitar a troca e descarte desnecessário de equipamentos eletrônicos, renunciando aos apelos da propaganda. A substituição de aparelhos deve ocorrer se houver quebra, tornar-se efetivamente em desuso ou o seu consumo de energia elétrica causar maior dano ao meio ambiente do que conservá-los em operação.

É possível afirmar que os recursos financeiros e fiscais, investidos pelos governos em pesquisas e processamento do lixo, retornam para a sociedade da seguinte forma: a.) valorização social, b.) minimização de danos socioambientais, c.) melhora do IDH (índice de desenvolvimento humano) nas localidades em que aplicados, proporcionando felicidade para os atores da vida em sociedade.

Milton Ferreira de Mello é sócio do escritório Ferreira de Mello, Neves e Vaccari, Advogados Associados

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/economia-e-financas/sustentabilidade-e-investimentos/124173/